Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/04/2020

O controle parental perante o uso da tecnologia é de difícil discussão por ter seus lados positivos tanto quanto negativos. Como no filme “Rapunzel”, no qual a bruxa que se diz mãe da moça abusa do controle parental para mantê-la presa na torre isolada do mundo. Tem-se no século XXI tal controle por meio da confiscação dos aparelhos eletrônicos, por conseguinte, fere-se o direito de liberdade ao entretenimento da criança e do adolescente.

A autoridade dos seus responsáveis é algo necessário para a educação, tendo em consciência a liberdade da criança e do adolescente, visando-se o melhor desempenho do indivíduo quanto as atividades. Porém, em muitos casos é notório o abuso da autoridade por parte dos pais. Como enquanto o uso do celular como meio de entretenimento e diversão, e como consta no Estatuto da Criança e do Adolescente Art. 16. IV - tem-se como direto de liberdade: brincar, praticar esportes e divertir-se.

Quanto ao lado positivo, pontua-se a prevenção de crimes cibernéticos. A era digital possibilitou o acesso de crianças nesse meio, isso atrelado a criminosos com acesso a internet, possibilitando o abuso sexual on-line. Logo percebe uma obrigatoriedade por parte dos parentes de vigiar parcialmente. Assim, parafraseando Gandhi, ao dizer que o futuro depende do que é feito no presente, nota-se que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Assim entende-se a necessidade da fiscalização consciente das redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Cabe a mídia contribuir pela distribuição de informações para alertar os pais o perigo do excesso do monitoramento, assim como a falta do tal. Assim como também cabe a família orientar a criança sobre os perigos do uso da rede social e designar para com que façam um uso mais consciente.