Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 20/04/2020
De acordo com Paulo Freire -educador e filósofo brasileiro- ’’ A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.’’ Nessa perspectiva, o controle parental quanto ao uso da tecnologia é fundamental à prevenção dos riscos da internet às crianças. Contudo, não há conscientização devida tanto na sociedade quanto no governo sobre tal problemática.
Em primeira instância, é relevante abordar, que na sociedade pós-moderna, as crianças já têm um acesso a internet e a tecnologia ilimitadamente e sem restrições. O que, acarreta em riscos como: a pedofilia na internet; exposição a conteúdos inapropriados para a idade infantil. Assim, há uma mudança do vocabulário e da forma de agir das crianças. Além disso, traumas podem ser gerados através do contato manipulado pelos pedófilos.
Deve-se abordar ainda, que, muitos pais não fiscalizam e gerenciam o uso dos meios tecnológicos e da internet utilizadas pelas crianças. Na grande maioria, a carga horária de trabalho dos responsáveis consome a energia física e mental deles. Logo, não conseguem detectar as falhas e problemas causados nos filhos. Problemas esses gerados pelo acúmulo de tecnologia que tem prejudicado a saúde mental e crescimento correto dos filhos.
Diante dessa problemática, consta-se que é necessário uma mudança nesse cenário. No entanto, é papel dos responsáveis das crianças fiscalizar o modo delas usarem a internet, através de aplicativos de segurança já proporcionados pela tecnologia, a fim de assegurá-las. Ademais, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), aliado a mídia, disponibilizar conteúdos educacionais por meio de plataformas on-line aos responsáveis, com o intuito de conscientizá-los. Dessa forma, haverá uma mudança no panorama atual.