Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/04/2020

Hodiernamente, após a Terceira Revolução Industrial, com o avanço da tecnologia grande parte da população, inclusive crianças passaram a ter acesso a aparelhos eletrônicos. Portanto, houve a necessidade de controle por parte dos responsáveis ou de seus tutores legais, visto que não possuem discernimento a cerca do uso moderado e consciente, principalmente, de redes sociais.

Nesse sentido, o uso exagerado de tais plataformas como jogos e aplicativos como Facebook e Instagram, podem gerar vícios ao infante. Com isso, são gerados diversos problemas como o mau uso da carga horária diária, dependência e o afastamento da criança com a sua família. Essa alienação do menor pode-se pautar na análise de Zygmunt Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”, uma vez que a tecnologia não permite a criação de laços concretos entre criança-família e assim, gerando e referida liquidez de relações descrita no livro.

Ademais, outra consequência a ser observada é o amadurecimento precoce, relatado por diversos psicólogos e psiquiatras, e a exposição exagerada  por conta da falta de controle de seus responsáveis. Assim, o controle desse uso é uma forma de prevenção por conta da pouca idade do adepto ao uso. Onde redes sociais deviam ser mais rígidas com o controle de idade de seus acessantes, com confirmação de documentos para que menores não utilizassem seus serviços.

Cabe ao Ministério da Educação promover palestras nas escolas com a presença de responsáveis para alerta-los sobre os perigos da internet e a importância do controle para não gerar danos ao menor, e se preocupando com o cuidado exagerado para não ferir a privacidade do mesmo. E essa prática deve ser diminuída através das passagens da vida da criança até atingir a maturidade.