Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 20/04/2020
No filme “Enrolados”, a bruxa aprisiona a personagem principal, Rapunzel, ao alegar ser sua mãe e querer apenas protegê-la dos perigos do mundo. De mesmo modo, na atual realidade os pais controlam seus filhos na internet, por meio de aplicativos que monitoram o que os mais novos fazem e buscam na web. E a partir desse cenário é necessário analisar os lados negativos e positivos de tal vigilância.
Primordialmente, considera-se que o número de casos envolvendo a pedofilia com o auxílio da internet aumentou em torno de 50% no Rio de Janeiro, segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) e site G1. Visto isso, é entendível que é necessário que os pais supervisionem o conteúdo que seus filhos tem acesso na internet, entretanto não é aconselhável a total proibição pois pode desencadear a curiosidade das crianças a entrar em sites indevidos.
Por certo, existem diversos aplicativos de monitoração para os progenitores fiscalizarem seus filhos, como apps de localização, ou que bloqueiam conteúdos impróprios. Todavia, apesar de necessária, a inspeção dos pais pode ser invasiva, se não for feita com cautela. E isso pode causar traumas nos adolescentes que podem parar de confiar na família.
Por conseguinte, é imprescindível a vigilância por parte dos pais, porém tais interferências nas redes sociais dos filhos devem ser feitas de forma ponderada para que os limites de privacidade sejam respeitados. São de grande amparo, aplicativos que monitoram chats de conversas e conteúdos inadequados nos aparelhos eletrônicos das crianças. Outrossim, é essencial que os responsáveis instruam e aconselhem os filhos sobre os perigos existentes na internet, e apresentem meios para evitá-los.