Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 21/04/2020
Caça ao tesouro. Amarelinha. Esconde-esconde. Dentre essas brincadeiras nas ruas - encontravam-se as diversões infantis - do século vinte, o qual posteriormente, vinte e um, foi modificado por: notebook, tablet, celular. Indubitavelmente, o avanço da tecnologia após a globalização, intercedeu no desenvolvimento do ser humano, contudo, a geração dos anos dois mil cresceu com a internet enraizada no seu cotidiano. Entretanto, o abundante uso da internet, no contexto contemporâneo, abordou um questionamento aos pais dessas crianças, deveriam eles permitirem ou invadirem a privacidade dos pequeninos?
De certa forma, com as evoluções do mundo, devido ao avanço da urbanização e dos meios tecnológicos, a dependência da faixa etária infantil em relação aos seus responsáveis, diminuiu, devido aos aparelhos eletrônicos. Por conta dessas ferramentas, a criançada se tornou independente, já que existe aplicativos separados apenas para eles, como por exemplo o “YouTube Kids” , o qual eles podem pesquisar desenhos, receitas e brincadeiras, sem precisar escrever - somente - falando pelo microfone. Todavia, essa rede direcionada as crianças, não é totalmente salutar como os pais imaginavam, segundo uma pesquisa do jornal BBC, o “YouTube Kids” obtém diversos vídeos violentos ou indecentes para menores.
Devido a esses erros nas plataformas infantis, a desconfiança e até mesmo preocupação em relação aos filhos aumentou, e com isso programas como “Google Family Link” - aplicativo que monitora as açōes do indivíduo nas redes sociais - se tornaram normais na sociedade. É evidente que, há jogos e sites que fornecem conteúdos impróprios para determinadas idades, e com a má utilização fornece consequências, como: assédio virtual (pedofilia ou cyberbullying) e transtornos psicológicos. Outrossim, de acordo com um estudo realizado pela Kaspersky, cinquenta e dois por cento dos pais não acham necessário controlar as atividades online de suas crianças, porém, há quarenta por cento que teme contato com estranhos, segundo pesquisa do Google.
Portanto, é notório a divisão de opiniões em relação ao controle parental, todavia, a proteção das crianças é de suma importância, para evitar consequências psicológicas em seu desenvolvimento, seja ele fora da internet ou inserido nela. Por isso, é necessário a intervenção do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com monitoramento salutar em aplicativos infantis, para evitar conteúdos impróprios. Ademais, devem criar ferramentas que auxiliem aos pais a saber o que acontece nas redes sociais, somente em casos necessários, para que os mesmos não invadam por completo a privacidade de seus filhos.