Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 13/05/2020
O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes. O controle parental nada mais é do que limitar seus aparelhos para que seu filho tenha segurança ao navegar na internet. Ele pode ser feito nos sites de pesquisa, no sistema do computador, aparelhos móveis, videogames e roteadores.
A exposição fácil a conteúdos impróprios (a violência, o racismo, ideais extremistas e a pornografia) é um dos diversos perigos na internet e a possibilidade de contatos com pessoas que não são bem intencionadas.
Atualmente, a maior preocupação dos pais é, que seus filhos sejam assediados por criminosos que fingem ser outras pessoas, pois, segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), apenas entre os meses de junho de 2016 e junho de 2017, o número de inquéritos envolvendo casos de pedofilia que começam ou são cometidos com o auxílio da Internet aumentou em torno de 50% no Brasil. As vítimas, em sua maioria tem entre 8 e 14 anos, e geralmente são atraídas por uma estratégia usada em cada vez mais casos investigados pela polícia, como criar um perfil falso de uma personagem que tem apelo infanto-juvenil, e a criança não tem a ‘maldade’ de saber se é o verdadeiro perfil ou não. A delegada Daniela Terra explica que há uma modalidade de aproximação, e ocorre em cerca de 80% dos casos de pedofilia, “A criança nessa idade não está na sua maturidade completa, e o pedófilo se aproveita disso”.
No entanto, uma pesquisa da Kaspersky Lab revela que apenas 37% dos pais estão preocupados com o que seus filhos podem acessar na internet. O número não mudou muito a percepção em relação ao conteúdo que as crianças possam ser expostas. Outros dois números comprovam este descuido: 36% dos pais estão atentos à comunicação dos filhos com estranhos e 34% temem o bullying virtual.
Compreende-se, portanto, a necessidade de fiscalização equilibrada por parte dos pais, nas redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Assim, cabe ao governo através do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por ser responsável pela distribuição de informações e tem dentre suas competências a defesa da ordem jurídica, alertar as famílias sobre os perigos nas redes sociais e o porquê do monitoramento, por meio de promoção de debates, que mostrem esses dois lados. Isso, atrelada a família, com a função de orientar, que tem a responsabilidade de monitorar, pelo menos uma vez por semana, até que a criança tenha maturidade e consciência, usando a conversa como forma de prevenção, respeitando os limites do supervisionamento, para que, os jovens tenham sua segurança e privacidade zelada, ao mesmo tempo.