Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 17/05/2020

No filme “Rapunzel”, a bruxa aprisionava a princesa na torre afirmando ser sua mãe e que desejava protegê-la dos perigos do mundo. Semelhante ao conto de fadas, atualmente vivenciamos algo semelhante em nossa sociedade, em destaque é o controle parental por meio de aplicativos instalados nos smartphones para vigiar o uso da internet, os desdobramentos e filtrar o que os filhos navegam na internet. A partir do contexto cabe analisarmos os pros e contras de tal vigilância, para formular propostas para amenizar as consequências.

Primeiramente, pontua-se, a prevenção de crimes cibernéticos, como o principal semblante positivo da vigilância parental. Isso porque, a era digital, possibilitou o maior acesso de crianças nesses meios fomentando abusos sexuais, por meio da interação com os menores. Logo, analisa-se a obrigatoriedade que os parentes mais próximos têm de visualizar, de forma parcial, o contato com a tecnologia dos jovens. Nota-se que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Ressalta-se que o excesso de controle, sobre a tecnologia utilizada pelos jovens, pode violar a privacidade desse indivíduo. A privacidade que em tese ao ser infringida além de ser considerada é prejudicial para o usuário.  Contudo, é necessário a vistoria de forma moderada, a fim de evitar traumas psicológicos nesses pré-adolescentes.

Apresentados os fatos, podemos então afirmar que cabe a família realizar uma fiscalização equilibrada, além de discutir sobre o assunto, também fiscalizar as redes sociais do jovem, respeitando sua privacidade, para evitar possíveis delitos. Em segunda estância, cabe a mídia, que é a distribuidora de conteúdo, alertar as famílias sobre o perigo existente online, por meio de entrevistas e documentários que consigam mostrar os dois pontos de vista, como uma forma de promoção de debates.