Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 13/05/2020

Com o avanço da globalização, sabe-se que as crianças contemporâneas possuem um maior domínio da tecnologia, mas ao mesmo tempo que elas usufruem dos benefícios dela, estão expostas a diversos riscos, uma vez que não possuem maturidade para lidar com as armadilhas da internet,as quais muitas vezes se aproveitam da ingenuidade.Tendo em vista os perigos, percebe-se que o controle parental é necessário, mas no momento em que a proteção transforma-se em algo invasivo, esse ato torna-se prejudicial,visto que a privacidade de cada indivíduo é inviolável conforme o artigo 5° da Constituição Federal, e que o exagero resulta em um distanciamento por parte da criança.

Sabe-se que a internet é um campo muito amplo,que possui um lado negativo, em que qualquer indivíduo que possua acesso está sujeito a diversos riscos. Entre os perigos, pode-se citar o jogo da  Baleia Azul, que surgiu na Rússia em 2016 e viralizou no mundo todo, o qual se baseava em um conjunto de 50 desafios diários e autodestrutivos que resultaram em uma grande quantidade de suícidios por todo mundo, os quais poderiam ter sido evitados através de um monitoramento controlado e uma melhor orientação por parte dos responsáveis.Outro fator importante quando se trata desse assunto é o abuso sexual que se inicia através das redes sociais, em que o abusador se passa por uma pessoa com a mesma faixa etária da vítima e torna-se amigo dela, estabelecendo uma relação de confiança, o que faz com que o jovem forneça informações pessoais, possibilitando a aproximação do criminoso.

No mundo contemporâneo existem diversas ferramentas que auxiliam os pais,como por exemplo aplicativos que regulam o conteúdo que pode ser acessado, outros que possibilitam o acesso ao microfone para ouvir o som ou até mesmo aqueles que gravam a tela do aparelho por meio da captura de vídeo, mas percebe-se que dessa forma o que parece ser útil para o responsável, se torna invasivo para a criança.Conforme a especialista em segurança de TI, Cecília Pastorino, a questão não é o controle implementado, e sim o diálogo e o acompanhamento da criança no mundo digital, dessa maneira identifica-se que o controle de acordo com a faixa etária da criança,  permite sua proteção e sua privacidade de modo simultâneo.

Analisando os apectos citados, conclui-se que o controle é necessário, mas deve ser empregado de maneira adequada.É essencial o monitoramento e as reflexões por parte dos responsáveis de acordo com a faixa etária da criança, uma vez que as mais novas são mais imaturas e apresentam uma maior dificuldade em lidar com os riscos das redes sociais,enquanto os jovens possuem mais liberdade, já que dsipõem de mais informações. Estabelecendo, dessa forma a supervisão e a proteção de todos.