Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 12/05/2020
No filme “Modo Avião”, é retratada a vida de Ana, uma influenciadora digital de 15 anos de idade que não vive sem seu celular. Cada momento de sua vida exige uma publicação nas redes sociais, causando uma superexposição. Fora da ficção, esse excesso de exposição nas redes sociais é recorrente por toda a sociedade. Nesse sentido, a busca de autoaceitação e reconhecimento na mídia pode trazer consequências como a insegurança quanto às informações veiculadas, assim fazendo-se necessário uma intervenção para esta problemática.
A princípio, pode-se notar o desafio que colocou milhares de crianças e adolescentes em risco de vida entre os anos de 2009 a 2015. O desafio da “Baleia Azul”, ganhou muita atenção entre adolescente e crianças, que por sua vez, eram ameaçadas e obrigadas a realizar ações que, infelizmente, levaram muitas crianças à óbito. Em âmbito digital, a maior parte destas crianças não eram monitoradas pelos pais. Segundo o estudo elaborado com dados do Governo federal pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), entre 1980 e 2014, a taxa de pessoas entre 15 e 29 anos que tiraram a própria vida aumentou 26%. Assim, sendo associado esses dados com o desafio suicida citado.
Ademais, um relato em vídeo do “youtuber” Felipe Neto, que possui um canal de comunicação com mais de 30 milhões de seguidores, fez com que muitas famílias abrissem os olhos para a exposição excessiva de seus filhos, desenvolvendo o maior cuidado dos pais em relação a como estão exibindo esses conteúdos na internet. Segundo ele, em determinados vídeos de crianças, principalmente das meninas, nos quais elas se filmam dançando e brincando, pode-se observar que os comentários são em grande proporção de pedófilos, tendo em conclusão que a maioria do público de vídeos infantis, é formado por abusadores. Desse modo, torna-se necessário uma medida interventiva em relação ao problemas citados.
Portanto, mediante aos problemas apresentados, é necessário que haja uma intervenção parental na forma que seus filhos se expõem na internet. Essa intervenção deve ser realizada pelos pais das crianças e adolescentes, por meio de conversas que expliquem e mostrem os perigos da superexposição na mídia. Os pais devem garantir que seus filhos estejam cumprimento com os conselhos, monitorando com quem a criança fala. Assim, sendo possível que as crianças não se exponham tanto na mídia e consequentemente assegurando sua própria segurança.