Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 13/05/2020
A questão do controle parental sobre o uso da tecnologia é uma medida de prevenção aos filhos de acessarem conteúdos inapropriados, de acordo com a idade da criança e do adolescente, além de monitorar com quem os filhos interagem, como evitar que eles falem com perfil falsos. Isso acontece porque a tecnologia faz parte do cotidiano de várias crianças e adolescentes pois nasceram em um mundo tecnológico. Entretanto, em vez de monitorar o acesso, os pais têm deixado os filhos fazerem o uso sem limites da tecnologia, não limitando quaisquer conteúdo, o que deixa a criança e o adolescentes vulnerável às informações e a golpes, podendo acarretar traumas psicológicos.
Conforme a psicóloga Laís Fontenelle afirma, “…Elas [as crianças] vão com o dedinho no touchscreen e podem cair em um conteúdo que não é adequado para elas, e não têm a maturidade para lidar com o conteúdo que está ali”. Além disso, ela também orienta aos pais estarem acompanhando o acesso à tecnologia dos filhos, para garantir que eles não acessem conteúdos inapropriados uma vez que podem gerar traumas nas crianças, visto que não estão prontas para receber tais informações, pulando fases do aprendizado e das etapas de crescimento.
O filme “Confiar”, retrata a história da adolescente Annie, que conhece seu primeiro namorado por meio de um chat, porém ao encontrar-se com ele pessoalmente, descobre que ele é 30 anos mais velho e abusa dela. Esse filme não só mostra um reflexo da realidade de muitas famílias que enfrentam tal situação, como também a ausência dos pais no monitoramento da tecnologia acessada pelos filhos porquanto não se atentam aos perigos que estão sendo expostos. O pai de Annie, enfatiza sua ausência, quando expõe que ficou bravo porque não sabia o que estava acontecendo. Ele não foi capaz de proteger sua filha diante da tecnologia, o que afetou mentalmente toda a família da vítima.
Portanto, evidente da ausência da prevenção dos pais no meio tecnológico dos filhos, logo é necessário que o Mistério da Família e o Conselho Tutelar por intermédio da gestão escolar e de psicopedagogas deve organizar palestras em escolas direcionadas tanto aos pais, para debaterem sobre modos de prevenção ao uso da tecnologias pelos filhos, como aos alunos para serem instruídos a não compartilharem informações pessoais ou se exporem nas redes sociais a fim de tornar menos vulnerável a criança e o adolescente quanto ao uso tecnológico. Dessa forma, evita-se que outras crianças e adolescentes tenham experiências traumáticas, por isso a escola deve encarregar de manter as palestras periodicamente.