Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 12/05/2020

O avanço crescente da tecnologia gera um maior acesso as pessoas, por meio dos celulares, tablets, notebooks, computadores, e muitos outros aparelhos os quais permitem que quem os utiliza possa entrar na internet o que leva a infinitas possibilidades como as redes sociais, que fornecem muita informação. Dentro desses sites de interação é necessário criar um perfil, no qual o usuário pode acabar se expondo demais, o que é bem perigoso principalmente quando trata-se de crianças, as quais muitas vezes postam dados pessoais, não considerando que qualquer um tem acesso ao que postam e nem sempre estes têm boas intenções em relação a elas.

Isso pode ocorrer pois dentro das redes sociais pessoas má intencionadas podem criar um perfil falso para assediar e marcar encontros podendo chegar a matar á pessoa enganada. Um estudo da Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade Contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) revelou que 55% dos casos de abuso infantil registrados no Reino Unido envolveram o Facebook ou alguma plataforma de propriedade da empresa dos 5.161 crimes registrados, 3.400 envolveram métodos de comunicação online.

Em meio a isto, seus responsáveis receando que alguém mal intencionado se aproveite desses dados expostos nas redes buscam inspecionar e saber de tudo que os filhos, e por isso as vezes acabam sendo um pouco invasivos em relação a privacidade deles. Ademais existe uma grande variedade de aplicativos que copiam e enviam tudo o que a criança faz no celular e nas redes à seus pais, como por exemplo: o Google Family Link, o AppBlock e o Controle Parental Screen Time.

No entanto,  as crianças podem acabar sentindo que seus pais não confiam nelas por terem que saber tudo que elas fazem sem ao menos pergunta-las, ao invés de invadirem o espaço, uma conversa com orientações e avisos sobre tudo o que pode acontecer levaria aos pais terem mais informações sobre o que ocorre e aos filhos saberem que os tem ao seu lado.

A internet e as redes sociais podem ser muito perigosas para quem não sabe utiliza-las, porém se os pais durante muito tempo fiscalizarem tudo o que seu filho faz e depois deixar de faze-lo, não vai ensinar que nem todos na internet são confiáveis, que as informações sobre aquele usuário podem ser falsas e que este pode estar somente a enganando. Pelo contrario, só vai fazer com que ela confie em qualquer pessoa que parecer caridosa e forneça muitas informações que podem a colocar em risco.

Sendo assim uma das melhores provas de prevenir um assédio virtual é uma conversa entre pais e filhos que mostre tudo o que pode ocorrer se conversarem com estranhos e que nem tudo na internet é verdadeiro.