Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 12/05/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa " O controle paternal quanto ao uso da tecnologia, no Brasil “, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não como desejado na prática e a problemática persiste profundamente ligada à realidade do país.

Decerto, é indubitável que o uso da tecnologia no cotidiano tornou-se intrínseco em virtude da Terceira Revolução Industrial, a qual facilitou o acesso da população a essas ferramentas. Paralelamente, o acesso precoce apresenta uma crescente, levantando um debate se os conteúdos dispostos na Web correspondem a faixa etária predominante e os danos nocivos futuramente pelas influências de tais acessos, afetado no âmbito comportamental e emocional do indivíduo.

Ademais, outro grande fomentador dessa problemática é a constância dos casos de pedofilia, que, mesmo sendo uma prática rechaçada pela sociedade, ainda continua ganhando espaço no mundo tecnológico. De fato como disse o lendário ex-primeiro-ministro Winston Churchill: ‘‘O maior mostrador de desenvolvimento de uma Nação é a qualidade de vida de suas crianças’’. Com isso, a preservação e a integridade são fundamentais.

Por fim, compreende-se que campanhas devem governamentais, que alertam os jovens sobre os perigos da internet devem estar na internet e serem feitas pelo MEC, obrigadas a intercalar nas plataformas digitais que costumam ter propagandas e são bastante acessadas por jovens. Em todas as escolas, as psicólogas deverão dar palestras, uma vez por mês, separado para os pais e depois para os filhos. E, com a profissional orientando-os, talvez haja uma relação de mais confiança e o controle parental tecnológico não precise mais entrar em ação, somente a boa conversa sincera e compreensiva, que ambos irão apreender com a especialista em comportamento humano.