Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 12/05/2020
Entre 1950 e 1970, a Revolução Digital impulsionou o uso de aparelhos tecnológicos e, consequentemente, possibilitou que diversas parcelas da população tivessem acesso à internet, inclusive as crianças. Portanto, a falta de supervisão das tecnologias, por parte dos pais, pode acarretar na exposição em demasia de jovens no meio cibernético e gerar alguns impasses alarmantes. Dentre eles, a inserção da violência, através de jogos que incentivam o suicídio, e o crescimento da pedofilia nas redes sociais.
De início, é conveniente realizar uma análise da telenovela “A Força do Querer”, de 2017, em que o personagem adolescente Yuri é vítima do conhecido “Jogo da Baleia Azul” que estimulava a violência física. Esse personagem retratou a situação mundial, já que diversos jovens se suicidaram pressionados pelas constantes ameaças que o jogo fazia. Logo, a falta de cautela, por parte dos pais, pode abrir caminho para a criação destes “entretenimentos” de efeitos desastrosos.
Análogo ao fator da violência, também se deve ressaltar que a popularização da internet favoreceu o crescimento dos casos de pedofilia contra crianças ou jovens. A delegada titular do DRCI, Daniela Terra, afirma que: entre 2016 e 2017, os casos de pedofilia aumentaram em 50%, somente no Rio de Janeiro. Ou seja, quando os pais não supervisionam as redes sociais dos filhos e nem os orientam, se torna muito fácil ludibriar um jovem, através de falsos perfis.
À luz dos fatos registrados, é necessário que o governo tome algumas medidas de proteção ao jovem. Portanto, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras nas escolas, com psicólogos e especialistas em informática, que alertem, aos jovens, sobre os malefícios do mau uso da internet. O Ministério da Educação deverá, ainda, intensificar campanhas midiáticas com o intuito de conscientizar sobre a pedofilia e incentivar denúncias. O Ministério da Educação também pode criar palestras que orientem os pais sobre a importância de dialogar com os filhos.