Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 12/05/2020
Violência extrema, pedofilia, roubo de dados pessoais, e informações em excesso. As crianças e pessoas mais jovens que não possuem um filtro para poder “surfar” na internet estão em grande desvantagem, pois estão mais suscetíveis a serem manipuladas. No entanto, para que seja possível modificar este ambiente, primeiramente devemos analisar quais fatores permitem a permanência destes atos para que seja possível efetuar mudanças na segurança digital.
A prioridade, é preciso considerar que muitos acreditam que controlar as ações das crianças na internet é invasão de privacidade. Contudo, isso torna-se necessário para a segurança quando se tem em mente que as crianças ainda não desenvolveram seu sendo crítico e podem ser vítimas de pessoas mal intencionadas devido à sua ingenuidade. Por isso, quando iniciantes no mundo digital, os pais devem controlar os conteúdos vistos e o tempo de uso das redes sociais, sempre orientando para que a experiência seja produtiva e saudável.
Por outro lado, é vital manter um equilíbrio nesse controle. Dentro dessa lógica, na ânsia de protegerem seus filhos, alguns pais limitam demais o comportamento das crianças. Por essa razão, eles podem se sentir sufocados e passar a esconder fatos de seus pais, o que é igualmente perigoso. Nessa conjuntura, a escola pode ser aliada no sentido de ensinar as melhores abordagens aos pais e métodos de os filhos se protegerem na internet. Com efeito, isso vai ao encontro do pensamento do sociólogo A. Giddens. Ele caracteriza a família como a primeira instituição responsável por inserir a criança na sociedade e a escola como uma das instituições que finaliza o processo de socialização, sendo decisiva, inclusive, nesse contexto.
Diante dos fatos é inegável a necessidade de controle dos pais sobre o conteúdo acessado pelos filhos, para isso os pais precisam se informar sobre ferramentas e estratégias, muitas vezes fornecidas pelas próprias empresas, para filtrar as informações que chegam ao usuário infantil.