Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 12/05/2020
A educação digital, nos dias atuais, e a participação das crianças na tecnologia vem se tornando cada vez mais fundamental. Porém, ao mesmo tempo que é importante, a internet e o mundo tecnológico num todo, tem muitos perigos. Ao ter acesso à internet, a criança fica exposta a tudo que nela se apresenta e se inclui, como sexualização e incentivos de violência. Com isso, grande parte dos pais desses jovens acabam se preocupando com a atividade deles em redes sociais e sites e, com base nisso, passam a realizar fiscalizações e ter determinado controle quanto ao uso de tecnologia.
Ao mesmo tempo que, por um lado, realizar essa vigilância pode ter um significado de prevenção de acesso à um conteúdo inadequado, pode também significar invasão de privacidade. Mas, de acordo com o artigo 104 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o jovem é considerado menor de idade até os 18 anos, dessa forma sendo dever dos pais vigiá-los. Além disso, muitos casos de pedofilia ocorreram nos últimos anos, sendo necessária essa preocupação dos responsáveis.
Em 2017, o jogo “Baleia Azul” foi um meio incentivador para a prática de suicídios de muitos jovens e, segundo diversas fontes, os familiares não possuíam o conhecimento de que os filhos tinham acesso a esse meio, tal ato que demonstra certo desinteresse de alguns pais e responsáveis na vida social e virtual dessas crianças e adolescentes. Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), os casos de pedofilia no Brasil de 2018 a 2019 aumentaram cerca de 50% com o auxílio da internet. Isso mostra que, apesar de alguns pais não poderem ter um acesso e um controle dos filhos durante o dia todo, sempre devem estar atentos, ter cuidado dobrado e fazer o possível para que os filhos estejam seguros e não se envolvendo com situações e conteúdos inadequados.
No geral, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo ensino e pela educação - deve promover palestras nas escolas, tanto públicas como particulares, para explicarem às famílias sobre essas atividades e como vigiar os alunos no meio virtual. Além disso, as plataformas devem sempre estar atentas com as ações realizadas e intensificar as ferramentas de segurança e cuidados com seus usuários.