Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 17/05/2020
O universo online é um mundo em que se reproduz conteúdo sem filtro, somado a isso, temos uma geração de crianças que praticamente já nascem conectadas, aproveitando de todos os seus benefícios mas também expostas a muitos riscos.
Antes de tudo, deve-se ter em mente a abrangência de conteúdos que uma pessoa, ao usufruir da internet, tem acesso. Assim, um dos maiores problemas com crianças navegando sem nenhuma fiscalização dos pais é o acesso em sites para adultos. Portanto, por o menor estar em fase de formação de caráter, isso pode acabar afetando seu comportamento temperamental, visto que, em sites para maiores se tem a presença de pornografia ou violência.
Ademais, o uso de redes sociais por menores sem nenhum acompanhamento, por meio dos pais, se torna um grande risco, uma vez que a internet lhe dá total liberdade para criar perfis falsos, facilitando a troca de mensagens entre pedófilos e crianças. Nessa perspectiva, inúmeros pedófilos criam contas falsas, mentindo sua idade e manipulando os menores a enviarem fotos íntimas de seus corpos. Conforme, uma pesquisa realizada pelo site uol, em 2017, mostra que houve um aumento de 45% das crianças que usam internet hoje em dia comparando com 6 anos atrás. Embora, muitas pessoas pensam que isso é invasão de privacidade os pais estarem ‘‘controlando’’ os sites e horário que pode ser utilizado na internet, por outro lado é uma segurança que os pais fornecem à seus filhos, pois na época atual existem muitos casos de violência verbal, pedofilia, sequestros envolvendo crianças.
Logo, o objetivo deve ser que a criança entre na adolescência totalmente capacitada e entenda os riscos que existem na internet e como se proteger, porém, acima de tudo, com a confiança e tranquilidade de poder falar com seus pais se algo que os incomoda. Para conseguir isso, o diálogo e o acompanhamento, por parte dos pais, devem começar bem antes dessa idade, no momento em que a criança começa a frequentar o ambiente digital. Compreende-se, portanto, a necessidade dos pais terem uma fiscalização equilibrada das redes sociais de seus filhos. Assim, cabe a mídia, por ser responsável pela distribuição de informações, alertar as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem com a falta de tal atitude, por meio de documentários e entrevistas que mostrem os dois lados. Sempre respeitando os limites do supervisionamento, os pais devem zelar a segurança e a privacidade do jovem, ao mesmo tempo.