Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 12/05/2020

No filme “Rapunzel”, a bruxa aprisionava a personagem principal na torre, falando ser a mãe da moça, com a intenção de protegê-la dos perigos do mundo. Em contradição com a ficção, famílias, no século XXI, utilizam de controles parentais por aplicativos instalados nos telefones para monitorar o uso da internet, e seus desdobramentos, pelos seus filhos. Assim, cabe, analisar o lado positivo e o negativo de tal vigilância para que seja possível formular propostas para amenizar duas consequências.

Primeiramente, pontua-se, a prevenção de crimes cibernéticos, como o principal aspecto positivo da vigilância parental tecnológica. Porque, a modernidade da era digital, possibilitou o maior acesso de crianças nesses meios, e isso, atrelado aos criminosos com disponibilidade de internet, fomentaram abusos sexuais, por meio da interação, destes, com os menores. Assim, parafraseando Gandhi, ao dizer que o futuro depende do que é feito no presente, nota-se que a diminuição da incidência de crimes está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Ainda, como o excesso de controle, sobre a tecnologia utilizada pelos jovens, pode influenciar negativamente a privacidade desse indivíduo. Tal questão, de acordo com os princípios de Maquiavel, em que, " os fins justificam os meios “, podem ser tratadas como uma consequência da vigilância feita.

Portando, a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Assim, cabe a mídia, por ser responsável pela distribuição de informações, alertar as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem como da falta de tal atitude, por meio de documentários e entrevistas que mostrem esses dois lados, como forma de promoção de debates. Isso, atrelada a família, com a função de orientar, que tem a responsabilidade de monitorar, pelo menos uma vez por semana, até que a criança tenha consciência dos riscos. além da conversa como forma de prevenção, e respeitando os limites do supervisionamento, afim de evitar traumas psicológicos nos adolescentes.