Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 12/05/2020
Desde o Iluminismo, nota-se que a sociedade só evolui quando o indivíduo se mobiliza com as adversidades do próximo. Entretanto, quando se atenta para “O controle parental quanto ao uso da tecnologia, no Brasil”, atualmente, ocorre que esse movimento iluminista é constatado na teoria e não na prática e as complicações mantêm-se fortemente relacionadas à realidade do país.
Primeiramente, de igual maneira, é possível verificar que no Brasil, à pedofilia na internet rompe essa simetria, basta ver que o desmoronamento dos altos índices de pedofilia no Brasil, exige tempo, planejamento e trabalho organizado. Um dos países com o menor índice de pedofilia no mundo é o Canadá, que além de investir tempo no trabalho coordenado, aplicam penas severas e suporte incondicional ao controle parental no que se refere às crianças na internet.
Além disso, ressalta-se o papel primordial dos pais para que o uso indevido da internet por crianças seja eliminado. Conforme Durkheim, o fato social é uma forma global de pensar, agir e sentir, pois para ser identificado como tal, tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coletividade. Continuando neste conceito, observa-se que, como consequência disso, é necessário pontuar, a princípio, a omissão dos pais no tocante à péssima utilização das redes sociais pelas crianças. Segundo Kant, o ser humano é resultado daquilo que a educação faz dele. As escolas brasileiras negligenciam a luta contra à pedofilia na internet ao não ensiná-los sobre os perigos e as formas de precaução. Como reflexo de um povo ignorante referente ao uso inapropriado da internet por crianças, segundo pesquisas recentes do jornal Extra, 8,4% dos pais entrevistado demonstram que as crianças utilizam a internet sem nenhuma restrição ou controle parental.
É nítido, portanto, que ainda há falta de políticos que propõem-se a construção de um mundo melhor. Sendo assim, o Ministério da Educação juntamente com os Ministério de Ciências e Tecnologia deve investir em políticas que empreguem tempo, planejamento na área e trabalho coordenado, oferecendo palestras ministradas por profissionais da tecnologia e segurança sobre os riscos e benefícios do uso da internet pelas crianças na atualidade. É essencial um envolvimento mais efetivo e transparente dos pais informando os filhos sobre a problemática situação e, se possível, fazer a instalação de softwares de controle e explicar o porquê. Essas ferramentas podem permanecer até que os pais vejam que o filho já tenha alcançado maturidade.