Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 13/05/2020
De acordo com dados da ONG Safernet, oito em cada dez crianças brasileiras têm acesso à internet. Por isso, cada vez mais fica complicado para os pais encontrarem um meio termo entre proteger a criança quanto aos riscos da internet e não invadir sua privacidade. O enredo da série “Black Mirror” representa exatamente isso, uma vez que é injetado um dispositivo em uma criança para que os pais pudessem observar cada passo da mesma; mas o aparelho que tinha como intenção protege-la, ocasionou um grande trauma na vida da menina.
Primeiramente, tendo em vista que o número de casos envolvendo a pedofilia com o auxílio da Internet aumentou em torno de 50% no Rio - segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) e site do G1, torna-se imprescindível esclarecer que a supervisão é importante, mas se praticada de forma demasiada pode trazer um resultado fora do esperado. Acerca dessa lógica, o efeito reverso pode acontecer por que ao dizer à uma criança que ela não pode fazer algo, ela terá mais curiosidade assim fazendo com que ela entre em sites inapropriados.
Ademais, observar regularmente a exposição do seu filho na internet é algo importante e necessário. Exemplos recorrente de abusos pela internet, são meninas postando videos - dançando ou brincando - que vistos aos olhos de pessoas puras não seria nada demais, mais aos olhos de pedófilos é um alvo para abuso.
Destarte, para que haja um equilíbrio do cuidado com as crianças diante a internet, é necessário que junto com o orgãos do governo de educação e ONGs, os pais aconselhem e ensinem suas crianças a melhor forma de mexer na rede, alertando os males da abundante exposição das crianças nos aplicativo - podendo ser com palestras ou vídeos educativos nas escolas. Para com tudo, conseguirmos prevenir o contato dos pequenos com pessoas de más intenções.