Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 13/05/2020

Hoje em dia já existem aplicativos disponíveis para o controle do conteúdo que pode ser visualizados na Internet e na televisão, aplicativos com acesso ao microfone para ouvir o som de onde estão ou até mesmo gravar tudo o que acontece na tela do dispositivo, através de capturas de vídeo. Muitos pais utilizam de controles parentais, por Apps instalados nos telefones, para monitorar o uso da internet pelos seus filhos.

Como principal objetivo a prevenção de crimes cibernéticos, como o principal aspecto positivo da vigilância parental tecnológica. Isso porque, a modernidade da era digital, possibilitou o maior acesso de crianças nesses meios, e isso, juntamente aos criminosos com disponibilidade a internet, estimulara abusos sexuais, por meio da interação, destes, com os menores. Logo, analisa-se a obrigatoriedade que os parentes mais próximos têm de visualizar, de forma parcial, o contato com a tecnologia dos jovens. Assim, nota-se que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Embora essas ferramentas pareçam ser a grande solução para os problemas que todo pai de uma criança que tem acesso a internet pode ter, por outro lado, muitos controles que no início parecem ser muito úteis para os pais, acabam sendo invasivos para as crianças, o que termina causando uma reação contrária ao esperado. A criança, em vez de se sentir protegida e contente, sente-se invadida e procura fugir desses controles. Uma pesquisa apontou que 44% dos pais de crianças de 14 a 17 anos estão alimentando esse hábito e vigiando as redes sociais dos filhos.

Compreende-se, portanto, a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Assim, cabe a mídia, por ser responsável pela distribuição de informações, alertar as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem como da falta de tal atitude, por meio de documentários e entrevistas que mostrem esses dois lados, como forma de promoção de debates. Isso, atrelada a família, com a função de orientar, que tem a responsabilidade de monitorar, pelo menos uma vez por semana, até que a criança tenha consciência dos riscos, utilizando, além disso, a conversa como forma de prevenção, sempre respeitando os limites do supervisionamento, para que os jovens tenham sua segurança e privacidade zelada, ao mesmo tempo.