Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 15/05/2020
No filme “Rapunzel”, a princesa era aprisionada na torre por sua “mãe”, com a intenção de protegê-la dos perigos. Na realidade, famílias, nos anos 2000, utilizam de controles parentais para monitorar o uso da internet, pelos seus filhos.
É pontuado, a prevenção de crimes, como o principal ponto positivo da vigilância parental. Isso pois, a tecnologia trouxe o maior acesso de crianças ao mundo virtual, e assim, possibilitou criminosos a cometerem abusos sexuais e assédios por meio da interação, destes, com os menores. Logo, a obrigatoriedade que os parentes têm de monitorar, o contato com a tecnologia dos jovens fica evidente. Assim, fica claro que a diminuição de crimes virtuais está relacionada na forma como os responsáveis lidam com a internet em sua casa.
É importante frisar que o excesso de controle, pode influenciar negativamente a privacidade dos menores.Visando que isso seja um direito a todos, a falta de seu cumprimento, além de ser crime, é prejudicial ao próprio.Distúrbios psicológicos podem ser tratados como uma consequência da vigilância feita. Porém ainda é necessário a vistoria de forma moderada, com o intuito de evitar traumas psicológicos nessas crianças e adolescentes.
Então, a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens fica clara. Assim, cabe a mídia, alertar as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem como da falta do mesmo, em documentários e entrevistas que mostrem os dois lados, incluindo debates. Isso, junto a família, com a função de orientar até que a criança tenha consciência dos perigos, utilizando sempre a conversa como forma de prevenção, sempre respeitando os limites da criança e da supervisão para que, os jovens tenham sua segurança, privacidade e saúde mental cuidada, ao mesmo tempo.