Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 16/05/2020
Em um episódio da série " !Carly", Freddie descobre que sua mãe colocou um chip em seu pescoço, a fim de fiscaliza-lo. Fora da ficção, é fato que as atuais gerações de crianças já nascem ligadas no mundo digital, aproveitando de todos os seus benefícios, mas também expostas a muitos riscos. Nesse sentido, o controle parental quanto ao uso de tecnologias deve trabalhar na prevenção dos perigos virtuais, sem invadir a privacidade infantil.
Em primeiro plano, observa-se que cada vez mais os seres humanos possuem acesso a qualquer assunto possível com apenas um digitar de teclas. Desse modo, os adolescentes tornam-se mais suscetíveis a encontrar conteúdos inapropriados, como pornografia, e também a espalhar dados pessoais, chamando a atenção de golpistas e pedófilos. Logo, é substancial a mudança desse cenário.
Outrossim, é importante enfatizar o diálogo e acompanhamentos dos pais com os filhos em relação ao mundo digital. Todavia, muitas fiscalizações que no início parecem ser úteis para os responsáveis, acaba sendo invasivos para as crianças. Ademais, o monitoramento parcial por parte da família, através de aplicativos online, torna-se uma das medidas preventivas utilizadas para evitar certas problemáticas advindas do uso indevido da internet pelos jovens.
Portanto, ações eficazes fazem-se necessárias na dissolução desse cenário. Para isso, cabe ao Governo promover, por meio de palestras e debates, diálogo com os pais sobre até que ponto e como deve-se fazer a fiscalização de seus filhos na internet, o que evitará, então, a invasão da privacidade dos adolescentes. Além disso, cabe também ao Ministério da Educação proporcionar palestras esclarecedoras nas escolas, orientando e explicando aos alunos sobre como navegar na internet. Assim, será possível provocar uma harmonia entre os pequenos e as tecnologia.