Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 18/05/2020

Por consequência da Revolução Científica, o acesso à tecnologia favorece o contato com uma ampla gama de informações, estando entre elas inúmeros tópicos nocivos aos quais as crianças estão expostas. Para auxiliar os pais no que diz respeito à segurança, foi criado o controle parental, possibilitando a gerência do conteúdo que pode ser visualizado na rede. Entretanto, muitas vezes a vigilância invasiva toma proporções que causam efeitos contrários aos esperados.

De acordo com pesquisas realizada pela TIC Domicílios, aproximadamente 70% da população brasileira acessa regularmente a internet.  A modernidade da era digital, possibilitou não só o maior acesso de crianças nesses meios, como também criminosos com disponibilidade de acesso a esta, fato que potencializou crimes sexuais, resultante da interação com os menores. Logo, analisa-se a obrigatoriedade que os responsáveis têm de analisar, de forma parcial, o contato dos jovens com a tecnologia.

Ressalta-se, ainda, considerar a falta de restrição dos pais mediante a internet. Nessa circunstância, a ausência de percepção crítica quanto as informações adquiridas nas redes pelos filhos, torna-se prejudicial a privacidade desse indivíduo. Tal questão, precede da necessidade  de ferramentas que se ajustem aos valores de cada família, sendo inerente o intermédio dos pais nos conteúdos acessados pelos filhos. Todavia, a essa prudência deve ser realizada de forma responsável, para que os limites da privacidade sejam respeitados.

Portanto, fazer com que o controle parental seja visto como uma configuração de precaução e não um controle imposto é a chave. Para tanto, os pais são responsáveis pela educação digital e autonomia de seus filhos, com o propósito de deixá-los cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias de comunicação e informação a fim de  torná-los mais críticos. A abordagem deverá ser feita desde a infância – uma vez que as crianças estão cada vez mais cedo, imersas na nova realidade tecnológica - , de maneira adaptada à faixa etária, através do o diálogo e no acompanhamento no mundo digital, para assim fazer com que este compreenda os riscos existentes na Internet e como se proteger .