Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/06/2020

A internet, no atual contexto histórico, é um recurso necessário para a integração de indivíduos, tanto para o lazer quanto no setor acadêmico. Nesse sentido, nota-se que a geração do seculo XXI nasce já imersa em um âmbito interconectado pelas redes tecnológicas, assim, desde a infância essa juventude possui contato com o meio virtual. No entanto, visto que a internet é um aglomerado de informações e comunicações, esse acesso por parte das crianças pode tornar-se nocivo às mesmas, devido aos conteúdos impróprios que são facilmente acessados e à pedofilia. Dessa forma, faz-se necessária uma discussão a respeito do controle parental quanto ao uso da tecnologia.

Em primeira análise, vale ressaltar que, as causas para pais controlarem o uso de internet de seus filhos são os perigos do meio virtual. Segundo dados da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, o número de casos criminais que envolvem menores de idade aumentou em 50% no Rio de Janeiro em 2017. Além disso, pelo fato da internet ser uma rede de informações, há conteúdos explícitos disponíveis ao público, que quando acessados por crianças podem tornar-se prejudiciais à saúde mental dessas. Sendo assim, observa-se os malefícios advindos da tecnologia vinculados aos jovens do atual cenário brasileiro.

Em segundo lugar, como consequência dos perigos gerados nas rede de comunicação, destaca-se o controle tecnológico parental. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa da Educação, um em cada cinco pais brasileiros possuem ‘‘apps’’ para monitorar seus filhos. Todavia, esse controle excessivo também pode comprometer a privacidade do jovem, pois impede que a criança mantenha autonomia no que vê, ou seja, deve haver uma fiscalização até certa idade, para que quando o indivíduo cresça tenha liberdade no meio virtual.

Infere-se, portanto, que a internet, embora seja um recurso essencial para a sociedade, pode encadear uma serie de prejuízos à população infantil. Para que a problemática da pedofilia virtual seja combatida, cabe ao Ministério da Educação propor projetos, por meio de palestras com especialistas, para que o ensino escolar estimule as crianças a identificarem casos de abuso e posteriormente compartilhem com seus pais. Ademais, o Ministério da Segurança deve criar leis, por intermédio de planos estatais, para aumentar a procura de casos de pedofilia na internet e que intensifiquem a pena dos infratores, a fim de que não seja necessário o controle excessivo dos pais sob seus filhos. Dessa forma, a sociedade brasileira poderá desfrutar de uma internet mais segura e com crianças isentas de qualquer mal provindo daquela.