Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 19/06/2020
Na série “Black Mirror”, no episódio “Arkangel”, uma mãe decide implantar um chip no cérebro de sua filha para controlar, por meio de um aplicativo, tudo que a criança vê ou sente.À luz disso, nota-se durante a trama que a ação da mãe prejudicou de forma geral o crescimento da criança.Nessa conjuntura, é imprescindível para sociedade que essa situação seja revista e em certas ocasiões modificada.
A priori, pode-se dizer que a internet proporciona para a sociedade meios mais acessíveis e rápidos na busca por informações relacionadas ao mundo e as situações que ocorrem nele, entretanto, existem muitos perigos nela como a exposição fácil a conteúdos impróprios e, pior ainda, a possibilidade de estabelecer contatos com pessoas mal-intencionadas, de modo que os jovens se tornem alvos fáceis de muitos acontecimentos indesejados.Por essa razão, constata-se que a participação dos pais na vida virtual de seus filhos tem um valor educacional muito grande, uma vez que essa atitude pode evitar muitos problemas, como: agressões físicas, bullying virtual e danos morais aos filhos na internet.Por conseguinte, dado que o Código civil compete aos pais dirigir aos filhos a educação e criação mais adequada no momento.
A posteriori, verifica-se que em muitas condições os familiares ultrapassam o nível adequado para o controle das crianças nas redes e acabam invadindo a privacidade de seus filhos, de tal forma que a intimidade deles não seja preservada e por fim invadida.Consoante Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, ou seja, para Kant a educação tem uma enorme relação com o papel que o homem atua na sociedade, de forma que os seres humanos são suas ideias e conhecimento.Desse modo, no aspecto que conduz a revisão adequada dos pais na vida virtual de seus filhos é um reflexo repentino do conhecimento que o indivíduo recebeu sobre os limites impulsionados da privacidade e intimidade de seus filhos na rede.Outrossim, é necessário que isso seja alterado.
Urge, portanto, que o Governo assegure, na prática, instalações de projetos culturais com a presença de especialistas influentes na mídia que atraiam, de modo significativo, o públicos mais velho sobre a maneira correta de controlar os mais novos na internet, nesse sentido, esse objetivo pode ser alcançado por intermédio de 1% do dinheiro pago em impostos.Dessa forma, é possível acabar com o controle parental incorreto quanto ao uso da tecnologia das crianças.