Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 26/06/2020
Baleia Azul. Desafio do desodorante. Esses são alguns dos diversos desafios que circulam entre os jovens nas redes sociais, tais desafios envolvem sérios riscos à vida da camada mais jovem. O “Desafio do desodorante” em 2019 foi a causa da morte de uma criança de 12 anos que inalou o gás aerossol no sul do país. Por isso vem crescendo o debate acerca do controle parental quanto ao uso da tecnologia, já que embora possa ser uma forma de prevenir a integridade da criança, em muitos casos pode significar um controle abusivo da vida social destes jovens.
Primeiramente, deve-se entender que o controle parental das tecnologias das crianças é um forte aliado à prevenção da integridade dessas. Haja visto que nessa faixa etária elas ainda são fortemente influenciáveis, sendo potencialmente sujeitas a inúmeros riscos no ambiente virtual, cyberbullying e acesso a conteúdos adultos e violentos. Dessa maneira, deve-se levar em conta uma máxima deixada pelo matemático Pitágoras, que dizia sobre a importância de educar as crianças para que não se fosse necessário punir os adultos, prevenindo-os assim de problemas no futuro.
Ademais, apesar de existir a necessidade da educação no uso da tecnologia por crianças, é possível perceber a existência de uma linha tênue entre o controle parental preventivo e abusivo. Certamente, muitos pais no intuito de proteger dos riscos do uso excessivo da internet, acabam por exceder o limite da prevenção para a invasão de privacidade de seus filhos, tal controle abusivo é prejudicial até mesmo para a vida social desses. Prova disso é o estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco que aborda as consequências que pais super protetores inferem na na auto-estima e na vida social de jovens e crianças.
Conclui-se, portanto, a necessidade de uma melhor abordagem e atenuar as consequências do controle parental no uso da tecnologia. Para isso o Governo Federal em conjunto com a Escola devem agir de forma a conscientizar as crianças sobre os riscos do uso da internet, por meio de campanhas e oficinas que visem uma maior educação digital.