Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 01/07/2020
Primordialmente, a internet representa um avanço relevante para a tecnologia. O mundo como conhecemos, jamais seria construído se não houvesse a internet. Se bem educada e direcionada, a inserção de crianças e jovens nesse meio, pode ser fundamental no desenvolvimento como pessoa e profissional.
Entretanto, é necessário que alguns cuidados sejam tomados, pois a criança ainda não possui um senso crítico para discernir o que pode ou não representar um risco para sua imagem, integridade ou para sua família.
De acordo com o site G1, uma pesquisa feita mostra que no final de 2018, cerca de 135,9 milhões de pessoas possuem acesso à internet. De forma inevitável, as crianças e adolescentes irão entrar em contato com esse meio, seja na escola, na rua ou com parentes. Sendo assim, é mais eficaz na hora de educar trazer a criança para perto, fazer com que ela se sinta a vontade, dando liberdade em se expressar e opinar.
Dessa forma, o acompanhamento por parte de um adulto (geralmente, o responsável direto) se faz necessário, não para violar os direitos da criança, mas para ajudar a entender e formar um intelecto sensato quanto algumas ações tomadas na internet, os envolvimentos e exposições em redes sociais e principalmente compartilhamento de dados.
Portanto, não há problemas em acessar o ambiente virtual. O que pode ser feito além da utilização de aplicativos de monitoramento, é conversar periodicamente com a criança e procurar saber dela, o que se passa em sua vida. Dar liberdade para a criança em falar e se abrir, pode ser a uma saída chave mais confortável em debater assuntos delicados, além de estabelecer uma relação de mútua confiança, até que a mesma esteja apta a escolher e tomar suas próprias decisões.