Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 03/07/2020

No episódio “Arkangel”, dá série Black Mirror escrita por Charlie Brooker, uma mãe superprotetora interpretada por Rosemarie DeWitt, decide implantar um chip no cérebro de sua filha para controlar tudo que a criança possa ver ou sentir. Tão como, na sociedade atual os pais tentam controlar seus filhos, e às vezes algumas dessas tentativas de monitoração obsessiva tem consequências futuras.

Efetivamente, é notório que às crianças estejam possuindo contato cada vez mais cedo com o mundo tecnológico. Entretanto, esse contato precoce tem gerado grandes problemas na vida de pais e filhos. Uma vez que crianças que não possuem idade suficiente para ter total consciência dos perigos dá internet, acabam usando  tal meio sem supervisão de responsáveis levando muitas vezes a usar programas e jogos inapropiados para menores. Bem como, o jogo baleia azul que influenciava o suicídio  e  a automutilação.

Ademais, acompanhamento dos pais e responsáveis na vida tecnológica das crianças é essencial. Porém, quando esse acompanhamento se torna obsessivo e sem diálogo pode levar às crianças a crescerem violentas e muitas dás vezes esconderem a verdade. segundo a delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), entre os meses de junho de 2016 e junho de 2017 os casos envolvendo pedofilia que começam ou são cometidos com o auxílio da Internet aumentou em torno de 50%. Decerto muitos pais não sabem que essas crianças tem contatos com estranhos.

Portanto, cabe a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - SNDCA, criarem parcerias com emissoras de televisão com objetivo de conscientizarem crianças  e jovens do perigo da internet, desde que, também os pais passem a controlar o uso dos seus filhos de forma correta e com o diálogo sobre os perigos. Em síntese, às escolas precisam intervir sobre esse assunto, pois às crianças passam grande parte do tempo nela.