Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 31/08/2020

O universo digital evoluiu de maneira exponencial no presente século, as redes sociais tornaram-se cada vez mais simples e intuitivas na sua tarefa fundamental, a conexão entre pessoas, famílias e amigos, em contrapartida, essa evolução criou um ambiente propício à superexposição, principalmente, de crianças e adolescentes, o que acarreta em problemas como o íntimo contato de estranhos com suas informações pessoais, tornando os mais leigos vulneráveis à determinadas situações.

Desde sempre as redes sociais foram um ambiente de conexão, onde pessoas compartilham momentos, fotos, conversam com amigos e interagem de uma maneira geral, tornando pública suas informações pessoais como nome, moradia, locais que frequenta, família e amigos, e essa exposição traz riscos, principalmente para as crianças menos instruídas, uma vez que não conseguem discernir o que é uma conversação amigável de uma suspeita e invasiva. Pedófilos e demais criminosos na internet costumam atuar sempre buscando o elo mais frágil ou a maneira mais fácil para alcançar os seus objetivos, e é na prevenção dessa facilidade que determinadas precauções devem ser tomadas.

Não é novidade o modus operandi criminoso nas redes sociais, que geralmente acontece por meio de perfis falsos, onde os mesmos entram em contato com crianças e adolescentes para iniciarem amizades virtuais, os criminosos utilizam das próprias informações dessas crianças que estão expostas na internet para alinharem seu modo de agir e conversar o máximo possível com a mesma e facilitar essa interação, e uma vez que certa intimidade é construída, tentam transcender do ambiente virtual para o físico por meio de encontros, e então, tem a vítima em suas mãos para fazerem o que bem entender, aproveitando-se de sua inocência para tal.

Uma vez compreendida que, a própria pureza e falta de maturidade de uma criança pode ser uma arma nas mãos erradas, deve-se entender o controle parental como uma ferramenta de precaução, mas que deve ter os seus limites, os pais devem atuar na fundamentação educacional das crianças de forma a fazê-las compreender os riscos as quais estão expostas nessas redes, ensinando-as a não compartilhar informações pessoais como fotos, nome completo, endereço, tal como evitar o contato com estranhos, ou ao menos alertar os pais sempre que algo ou alguém suspeito se direcionar para as mesmas, e é por isso que são eles, os agentes paternos que devem ser conscientizados de seu papel na educação e segurança de suas crianças, respeitando sua privacidade, mas ensinando-as a se precaverem.