Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 10/09/2020
Na contemporaneidade observa-se que, no Brasil, tem ocorrido muitas discussões acerca do controle parental com as crianças quanto ao uso da tecnologia . Isso é evidenciado devido à preocupação dos pais em prevenir a vida de suas crianças ao usarem a internet e, também em poder gerenciar cada passo dado por eles. Logo, remediar essa mazela é imprescindível para plena harmonia social.
Segundo, a filósofa Hannah Arendt em sua tese “banalidade do mal”, sempre que ocorre a falta de reflexão de determinados assuntos, assim como, o controle parental quanto ao uso da tecnologia - o mal encontra espaço para se instalar. Diante dessa perspectiva, pode-se relacionar à preocupação dos pais com suas crianças ao usarem a internet, visto que, visam prevenir seus filhos de serem vítimas de abusos sexuais, sequestros, cyberbullying, sextorsão e, até mesmo, de ficarem viciados em jogos que incentivam ao suicídio - jogo da baleia azul - e ao homicídio.
Por outro lado, muitas crianças sente-se incomodadas com todo o gerenciamento dos seus pais em suas rotinas, como por exemplo: os horários estipulados para usar internet, as regras mantidas e os monitoramentos com aplicativos conjugados. De acordo com Mário Sérgio Cortella, as pessoas normalizam os problemas tendo a ética e a consciência anestesiadas e, sendo assim a normalidade dos pais ao gerenciar seus filhos, causam nas crianças o sentimento de invasão de privacidade que provoca angústia, revolta, desobediência, síndrome do pânico e doenças psicossomáticas.
Portanto, é necessário que o Ministério da Tecnologia aliado com o Ministério da Educação, promova campanhas educativas para solucionar tal mazela. Essa ação será realizada por meio de palestras e propagandas nos meios físicos e cibernéticos como: as escolas, as redes sociais e as mídias televisivas, juntamente, com professores e psicólogos os quais irão debater a prevenção e a invasão de privacidade das crianças. Em síntese, a garantir que elas tenham a plena harmonia social ao usarem a tecnologia.