Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/09/2020

A pedofilia, prática ou ato libidinoso, é uma doença envolvendo distúrbio e desejo sexual de adultos por crianças, mas é também crime previsto em nosso código penal. Esse crime está aumentando com o uso da internet, por meio dela as crianças encontram entretenimento e adultos encontram facilidade para persuadir crianças inocentes. Ações do governo estão sendo tomadas, além de empresas que trabalham no desenvolvimento de ferramentas de segurança para inibir o ato, porém falta engajamento dos responsáveis, talvez até, por falta de informação.

As crianças têm cada vez mais livre acesso à internet e suas redes sociais, sem monitoramento devido dos pais, e pior, sem conhecimento dos abusadores que as rodeiam atrás de uma tela. Existem ferramentas de denúncia, como o disque 100 - disque recursos humanos, de controle e segurança de acesso ao conteúdo da internet, mas todas essas são insuficientes ao combate da pedofilia virtual sem o apoio da família, que tem como dever orientar e monitorar suas crianças, dando-lhes meios de defesa e proteção.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), mostrou que 2 a cada 6 meninas e 4 a cada 11 meninos sofrerão algum tipo de abuso sexual até completarem 18 anos. Diante desses dados, fica evidente que o crime precisa de mais atenção, ou seu aumento será contínuo.

Por fim, o diálogo, a informação e a vigilância com as vítimas desses “doentes” são as ferramentas mais eficientes para proteção das crianças. Uma forma adequada de comunicação para orienta-las de como agir e se defender pode salva-las dos abusos. Todos precisam estar juntos nessa luta: os governantes, a tecnologia e os familiares.