Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 15/09/2020

Consoante o filósofo Schopenhauer, o limite do seu conhecimento justifica a sua ótica do mundo. nesse sentido, o controle parental quanto ao uso da tecnologia ainda não é feito por ter problemas enraizados na formação familiar e na má influência midiática.

Em primeira análise, a falta de acompanhamento dos responsáveis é um empasse no controle parental no uso da tecnologia. Segundo o filósofo Talcott Parsons, os familiares são os formadores de caráter humano. Nesse viés, os parentes devem ensinar as crianças apenas o que é permitido ser acessado, e acompanhar o que é visualizado pelos menores. No entanto, isso não acontece e as crianças ficam expostas a sites proibidos e à pedofilia infantil.

Outro aspecto relevantes é que a mídia não debate sobre o controle parental na questão do uso da tecnologia. Conforme o sociólogo Pierre Bordieu, é dever da mídia levar conhecimento à população, contudo, ela não cumpri o seu dever. Tal omissão é vista na ausência de propagandas que retrate a importância dos responsáveis  acompanhar o que é visto pela criança, em consequência disso há o acesso deles em sites que exibem conteúdos impróprios para menores.

Diante disso, ações são necessárias com o intuito de erradicar o problema da mau formação familiar e a falta de debate nas mídias.  Cabe aos responsáveis acompanhar o que é acessado pelos filhos, através de aplicativos nos celulares e computadores, com a finalidade de coibir a visualização de conteúdos impróprios para menores e a pedofilia. Ademais, o governo deve criar, por meio das redes sociais, uma campanha intitulada “Mais segurança digital” com o intuito de conscientizar à família que é importante filtrar o que os filhos acessam. Assim, esses problemas serão desfeitos.