Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 18/09/2020
Após a Organização das Nações Unidas ter considerado, em 2011, a internet um direito humano do século XXI, entrou-se em debate diversas questões, tendo como prioridade, suas ameaças, dentre as quais, o aumento das abordagens pedofílicas em redes sociais e jogos demonstrado nos últimos anos. Assim sendo, pais têm optado por recursos capazes de monitorar seus filhos, ação que executada sem o diálogo prévio, tende a gerar o sentimento de opressão dentro de casa.
À medida que o número de casos da pandemia coronavírus alavancava no início de 2020, a quantidade de denúncias contra o abuso sexual infantil acompanhava o seu crescimento; o fenômeno alarmante está associado, dentre outros fatores, à alta exposição dos pequenos ao ciberespaço. Por conseguinte, os recursos de controle parental triplicaram seus assinantes, ações que demonstram a preocupação dos adultos quanto aos espaços acessados e principalmente, com quem suas crias conversam.
Simultaneamente aliado às intenções familiares de proteção, pode surgir a ideia de autoritarismo, culminando em distorções do problema a ser enfrentado por parte do público infantojuvenil. Portanto, a explicação dos motivos exigidos pelos novos tempos, bem como os limites a serem determinados, devem obedecer às convicções do núcleo familiar, com o intuito de minimizar os efeitos negativos vivenciados pelos menores.
Cabe à família, por consequência, discutir a relevância da postura adotada em seu seio, por meio de diálogos abertos sobre as atitudes imprescindíveis à segurança infantil em ambiente virtual. Adicionalmente, a escola reforçará a utilização de tais artifícios, tornando indispensável em suas dependências, além de promover palestras à respeito do tema. Destarte, prevalecerá o equilíbrio doméstico, favorecendo assim, a formação de adultos sadios, capazes de zelar pela sua segurança e da comunidade.