Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 17/09/2020
O atual mundo globalizado do século XXI é marcado pelo demasiado uso da Internet e dos meios de comunicação. Com isso, as crianças não ficaram de fora dessa revolução informacional, sendo estas inclusas gradativamente no universo tecnológico. Dessa forma, faz-se necessário discutir-se não só a vulnerabilidade infantil nas redes sociais, bem como a falta de limites do controle parental e os graves problemas que isso gera nas crianças.
Em primeira instância, é fulcral expender que a população infantojuvenil é extremamente vulnerável, sobretudo no ambiente digital. Nessa perspectiva, o filósofo moderno John Lock mataforiza a obtenção do conhecimento com uma folha em branco, a qual é preenchida a partir das experiências individuais. Sob esse raciocínio, nota-se que as crianças, por estarem no estágio inicial da vida, não possuem muitas experiências e, portanto, não são críticas quanto quando aos riscos da exposição nas mídias. Por conseguinte, estas, muitas vezes, realizam ações que podem comprometer não só a segurança individual, como também a da família, a exemplo da exibição de dados pessoais, como a localização ou até mesmo documentos. Logo, na situação supracitada, a vigilância dos pais para com o uso de redes sociais pelas crianças é positiva e de suma importância, mas dentro de limites.
Em contraposição, o exacerbado controle parental sobre a privacidade dos filhos também configurar-se uma situação problemática. A esse respeito, a canção “Mother”, da banda britânica de rock Pink Floyd, retrata a relação entre uma mãe superprotetora - para não dizer abusiva - com seu filho, restringindo-o de diversão situações cotidianas. Consequentemente, o garoto da melodia tornou-se, no futuro, um indivíduo extremamente inseguro e dependente de seus pais. De maneira análoga, é notório que o público infantil, ao ser restrito frequentemente de atividades comuns, pode, em muitos casos, desenvolver problemas como a insegurança e a fobia social. Dessa maneira, deve-se haver um limite entre o controle parental e a segurança mediática das crianças, para que assim, estas possam usufruir das tecnologias de forma segura e saudável.
Dessarte, medidas são imprescindíveis para atenuar o problema. Para tal, urge que o poder público, na imagem do Mistério da Família e dos Direitos Humanos, realize palestras nos ambientes de trabalho - local onde se encontra uma quantidade massiva de pais - por meio de especialistas no assunto. Tais profissionais deverão informar não só a importância de observarem o que os filhos fazem online, como também alertar os riscos que a demasiada vigilância pode afetar na vida social das crianças, com o objetivo fomentar um meio termo quanto a isso. Como efeito, espera-se a redução de mães e pais semelhantes a da canção “Mother” e uma maior segurança infantil nas redes online.