Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 19/09/2020

No episódio “Arkangel” da série “Black Mirror”, uma mãe manda injetar um chip no cérebro da sua filha para controlar tudo o que ela vê ou onde ela está. Vê-se assim, um controle exacerbado, invadindo o espaço pessoal da criança. Dessa maneira, cabe a reflexão se o controle parental excessivo pode tornar-se perigoso, bem como cabe a análise do que o controle parental protege.

Mormente, faz-se imperativo a investigação do porque o controle parental excessivo poder ser perigoso. Consoante a obra “1984”, de George Orwell, o líder, Big Brother, por meio de teletelas, vigia a tudo e todos, invadindo a vida íntima das pessoas. Analogamente, as crianças, quando submetidas ao controle parental, passam a ver seus pais como o Big Brother, alguém que invade a vida das pessoas. Assim, verifica-se mudanças urgentes nesse cenário.

Outrossim, faz-se necessário investigar sobre a proteção que o controle parental traz. Conforme a obra “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, na internet haveria tantas informações que os seres humanos passariam a ser passivos e egoístas. Assim, o controle parental pode auxiliar, evitando que ocorra o que é dito na obra de Huxley.

Dessa forma, vê-se que a exacerbação do controle parental, bem como a falta desse são problemáticas que necessitam de mudanças capazes de mitigá-las. Portanto, compete ao Ministério das Comunicações em conjunto com a mídia, promoverem campanhas sobre como portar-se na internet. Essa ação deve ser feita por meio de redes sociais e meios de comunicação. Destarte, as crianças e jovens saberão como se portar e assim, ficar fora de perigos que a internet traz, e os pais não irão precisar controlar nem invadir a vida de seus filhos.