Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 20/09/2020

Entre curtidas nas redes sociais de fotografias do resultado positivo de gravidez até momentos após o parto, às crianças contemporâneas já nascem conectadas ao mundo digital. Porém, assim como no mundo real para os nativos digitais também é necessário  que exista diálogo e controle parental afim de prevenir crimes, exposição a conteúdos inadequados e problemas de saúde.

Importante ressaltar, que a cada minuto, 54 pessoas são vítimas de crimes cibernéticos no Brasil, segundo a multinacional Symantec, empresa de segurança na internet. O que implica dizer que o público infantil por viver uma fase de descobertas e aprendizados necessita de orientações da família que previnam  práticas crimonosas, como o roubo de informações pessoais e bancárias durante o seu acesso.

Cabe mencionar, que além de outros riscos a ausência de controle parental pode expor crianças e adolescentes a conteúdos ou vídeos com teor de violência, abusos, exploração sexual, nudez, pornografia ou produções inadequadas e danosas ao desenvolvimento cerebral e mental para a infância.

De tal forma, que  segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria o uso excessivo pelas crianças pode ocasionar dores musculares, articulares, má postura, dores de cabeça, alteração visual e alteração de sono” como também ansiedade, irritabilidade, agressividade, queda do desempenho escolar e isolamento”.

É necessário, portanto, que a família controle e limite o uso da tecnologia por meio de aplicativos e orientações aos pequenos.O Estado também deve promover ações de alfabetização midiática e mediação parental por meio das redes sociais e canais de comunicação governamentais para ensinar às famílias, escolas, empresas de comunicação e tecnologia como também pediatras a respeito do uso ético, seguro, saudável e educativo da internet.