Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 20/09/2020
Antigamente, as crianças viviam uma vida mais saudável emocionalmente, pois brincavam nas ruas, ou nos parquinhos, nas praças, umas com as outras. Já nos duas atuais, a tecnologia tomou de conta das crianças, mesmo as menores já querem usar o celular para assistir vídeos na internet, jogar jogo, ou entrar em sites de relacionamento. E isso tem gerado problemas para a sociedade, pois o perigo de uma criança ser violentada por algum pedófilo que fica por trás dos chats de bate papo, é enorme, ou mesmo o vicio do uso extremo e indevido das redes sociais.
Em primeiro lugar, é importante entender quais os motivos que induzem este cenário. Segundo pesquisas da Agência Brasil, cerca de 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos são usuários de internet no Brasil. Isso mostra a vulnerabilidade que este público tem em relação aos perigos das redes sociais, pois muitas crianças criam perfis no Instagram, no Facebook, expondo sua vida pessoal, através de fotos, ida para a escola, passeios. E com isso, acabam sendo alvo de pedófilos que começam com uma conversa persuasiva, até marcar um encontro e violentar a criança.
Além disso, não há proteção dos pais para com seus filhos, pois na correria do dia a dia, com trabalho, problemas para resolver, casa para arrumar, compras para fazer, não conseguem ter um controle sobre a criança. Em saber quais os tipos de conteúdos que elas estão acessando, ou mesmo um diálogo, para orientá-las dos perigos das redes sociais.
Por isso, é dever do Governo promover uma mudança de mentalidade para com a sociedade, juntamente com o Ministério da Educação. Este deverá organizar palestras e campanhas nas escolas, e comunidades, para alertar aos pais sobre os perigos das redes sociais, e orientá-los a ter um diálogo com seus filhos, para administrar quais os tipos de conteúdos lícitos da internet que eles podem utilizar. Assim, as crianças e adolescentes ficarão protegidas e não serão mais alvo de violência no Brasil.