Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 26/09/2020

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido sobre o controle parental quanto ao uso da tecnologia, já que ele pode ser interpretado como uma prevenção contra os riscos da internet ou uma forma de invasão da privacidade, em especial dos jovens. Essa medida é uma alternativa à ausência de segurança virtual e à exposição de diversos adolescentes. Logo, faz-se necessário remediar essa mazela.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, com o surgimento da Terceira Revolução Industrial no século XX, a internet passou a ser um mecanismo presente na vida de grande parte da população mundial. Nesse sentido, a ausência de segurança que esse meio possui se tornou um dos motivos para o controle parental, visto que as pessoas com intenções maliciosas são protegidas por perfis falsos e que, muitas vezes, são utilizados para entrar em contato crianças e jovens. Dessa forma, as vítimas mantém conversas com esses perfis, pois compartilham do mesmo interesse, consequentemente, na maioria dos casos, eles se encontram pessoalmente e a vítima acaba sofrendo alguma forma de violência, por exemplo, o estupro.

Em segunda análise, outro fator que intensifica o controle parental na internet é o medo que os pais possuem de verem seus filhos expostos nas mídias, uma vez que existem exemplos disso na realidade, como o caso da cantora Melody, a qual foi exposta durante sua pré-adolescência, o que causou a sua sexualização precoce e um possível alvo para pedófilos. Nesse viés, muitos adolescentes não concordam com esse controle dos pais e os acusam de invasão de privacidade. No entanto, essa é uma forma de proteção das consequências negativas da exposição, a exemplo da síndrome FOMO, que significa medo de perder algo, assim, a pessoa vive conectada, podendo gerar transtornos de ansiedade, estresse e depressão.

Portanto, para modificar essa realidade, cabe ao Ministério das Tecnologias, em parceria com as empresas responsáveis pelas redes sociais, tornar a internet um lugar mais seguro e diminuir o controle parental. Isto ocorrerá por intermédio de programas de segurança, como páginas de denúncia, nos aplicativos —Facebook, Instagram e Whatsapp—, os quais irão monitorar possíveis perfis falsos que mantém contato com jovens e crianças, além de observar as exposições negativas. Dessa maneira, a finalidade é bloquear esses perfis, reduzindo os casos de abusos e da exposição dos usuários.