Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 21/05/2021

No que concerne ao controle parental quanto ao uso da tecnologia, é um dilema presente em toda a sociedade atual, sendo ainda difícil definir se tal controle é uma prevenção ou invasão à privacidade das crianças. Visto isso, destacam-se diversos problemas acerca do controle de informações que a internet provém as crianças e do controle sobre as reações a essas informações.

Em primeiro plano, deve-se observar que a quantidade de informações disponíveis na internet é quase ilimitada, tendo em vista que a grande maioria dos portais de informações não possuem qualquer trava quanto a idade do usuário. No entanto, tamanha informação não é necessariamente benéfica, uma vez que esses portais podem conter conteúdos imprórios para crianças, tais como pornografia ou violência, tornando a supervisão adulta necessária. Dessa forma, é imprescindível que um acompanhamento familiar se faça presente, a fim de regular o conteúdo apresentado as crianças.

Em segundo plano, destaca-se que a reação natural das crianças que tem parte do conteúdo sensurado é ir em busca desse conteúdo, de forma semelhante, a reação das crianças que possuem acesso a um conteúdo até então desconhecido é ir em busca de mais, criando um problema quanto ao controle de informações para seu próprio bem. Manuel Castells, um dos mais importantes sociólogos da atualidade, compara, em seus trabalhos, o nascimento da web com a criação da energia elétrica, analogamente, pode-se comparar seus usos em diversos cenários, uma vez que a mesma energia elétrica que alimenta equipamentos hospitalares pode ser usada em cadeiras elétricas. Desse modo, percebe-se que a forma de como um indíviduo usa a internet é o que determina o quão benéfica ou maléfica ela pode ser.

Mediante ao exposto, percebe-se as dificuldades em controlar as informações providas pela internet. Sendo assim, é dever do Estado combater esse problema em duas frentes, criando em parceiria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações aplicativos que usem de redes neurais para impedir que certos conteúdos apareçam para crianças ao invés de sensurá-los, de modo a conter a curiosidade delas e promovendo palestras que usem de veículos mediáticos, como a televisão, para mostrar aos renponsáveis a forma mais segura de proteger seus filhos: ensinando-os a usar a internet de forma correta.