Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 21/05/2021

Em 1948, promulgada pela ONU, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo indivíduo o direito à segurança e ao bem-estar social. Assim sendo, é possível inserir a garantia de cuidado por parte dos pais acerca de seus filhos, quanto ao uso de redes sociais. Com os avanços tecnológicos, grande maioria da população infantil, independente da faixa etária, já tem acesso livre à internet sem a supervisão dos pais. Nesse contexto, existem perigos como a pedofilia cibernética, que podem ser evitados sob o acompanhamento regular e de modo limitado pelos responsáveis, abonando a seguridade das crianças, e ao mesmo tempo não invadindo a privacidade das mesmas.

Indubitavelmente, depois da chegada do novo corona vírus, a internet se tornou o meio de comunicação mais utilizado, mormente no período de quarentena. Com isso, a concentração de crianças utilizando redes sociais por mais tempo aumentou bastante, o que causou um surto de casos de pedofilia. Uma reportagem da BBC News Mundo, reuniu dados e concluiu que na Espanha do dia 17 de março (3 dias após o governo declarar estado de emergência) ao dia 24, foram registrados cerca de 17 mil downloads de material com pornografia infantil. A mesma notícia afirma ainda que “nunca na história tantas crianças estiveram conectadas, e isso aumenta as chances delas estarem em risco”.

Outrossim, é importante observar que a pedofilia é uma doença, porém não é tratada corretamente na maioria dos casos. Além disso, segundo o site Jusbrasil, é necessário frisar que “Não existe cura para a pedofilia e, por esse motivo, o tratamento deve ser constante para que ela seja e se mantenha controlada". É vista por muitos como crime, entretanto, o Código Penal afirma que será considerado crime somente o abuso sexual de menores de 14 anos, o consumo e a distribuição de pornografia infantil. Infelizmente, por ainda se tratar de um tabu, muitas pessoas diagnosticadas como pedófilas são jogadas dentro de celas sem receberem o devido aconselhamento e tratamento desse problema. Todavia, uma reportagem do site G1 de notícias garante que especialistas lutam para que o diagnóstico e o tratamento do pedófilo sejam mais amplamente divulgados, evitando, assim, que esses indivíduos se tornem abusadores e criminosos, causando assim menos vítimas.

Em suma, é preciso que sejam tomadas medidas assertivas, a fim de combater a falta de informação relacionada à doença por parte do Governo do Estado juntamente às mídias sociais, fazendo com que a população seja informada e ensinada devidamente a como tratar alguém com pedofilia, e até que ponto o indivíduo não pode ser considerado um criminoso. Bem como, é necessário serem promovidas palestras para pais/responsáveis a fim de ensiná-los a como monitorar seus filhos/netos/sobrinhos, sem invadir a privacidade de cada um, criando uma relação de confiança e proximidade.