Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 21/05/2021

Mostrado no filme “Rapunzel”, a bruxa aprisionava a personagem principal em sua torre, alegando ser a mãe da moça, com a intenção de protegê-la dos perigos do mundo. Em divergência com a ficção, famílias, no século XXI, utilizam de controles parentais por Apps instalados nos telefones para monitorar o uso da internet, e seus desdobramentos, pelos seus filhos. Assim, cabe, a partir disso, analisar o lado positivo e o negativo de tal vigilância.

De acordo com o pesquisador da PROTESTE, o controle dos pais sobre as ações das crianças em qualquer âmbito da internet, seja no conteúdo da Netflix ou em videochamadas pelo WhatsApp é fundamental.

Primeiro porque ela pode ter acesso a um conteúdo que não é ideal e que pode, sim, fazer mal. Segundo porque ela não vai estar preparada para um ataque de hackers, por exemplo. E ela pode, inclusive, ajudar esses ataques. E pode dar informações sem saber que prejudicam a própria segurança da família, como o local onde moram ou lugares que frequentam.

Ressalta-se, ainda, que o excesso de controle, sobre a internet utilizada pelos jovens, pode influenciar negativamente quanto privacidade desse indivíduo. Visto que essa tese seja um direito a todos cidadãos, a falta de seu cumprimento, além de crime, é prejudicial ao próprio usuário. Tal questão,  podem ser tratadas como uma consequência da vigilância feita. Contudo, é necessário a vistoria de forma moderada.

Compreende-se, portanto, a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Assim, cabe a mídia,  ser responsável pela distribuição de informações, alertar as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem como da falta de tal atitude, por meio de documentários e entrevistas que mostrem esses dois lados, como forma de promoção de debates. Isso, atrelada a família, com a função de orientar, que tem a responsabilidade de monitorar, pelo menos uma vez por semana, até que a criança tenha consciência dos riscos.