Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 06/08/2021

Muitos pais gostam de ficar por dentro dos conteúdos que seus filhos acessam à internet, a fim de reguardar seus filhos da maldade virtual, existem diversas formas de fazer isso, como alguns aplicativos de geolocalização, que servem para monitorar as crianças estão pesquisando na rede. Contudo, essa proteção pode tornar-se excessiva. Remediar tal problemática é imprescindível.

A priori,  muitos controles que no início parecem ser muito úteis para os pais, acabam sendo invasivos para as crianças, o que termina causando uma reação contrária ao esperado. A criança, em vez de se sentir protegida e contente, sente-se invadida e procura fugir desses controles. A chave não está no controle que é implementado, mas no diálogo e em acompanhá-los no mundo digital. O objetivo deve ser que a criança entre na adolescência compreendendo os riscos existentes na Internet e como se proteger e, acima de tudo, com confiança e tranquilidade para falar com os pais sobre qualquer tipo de inconveniente ou preocupação que possa causar desconforto.

A posteriori, para que isso seja possível, o diálogo e o acompanhamento devem iniciar bem antes dessa idade, no momento em que a criança começa a entrar no mundo digital. Segundo dados do G1, em 2019, houveram 48.576 denúncias de crime cibernético de pornografia infantil. Sendo assim, o controle é sim importante, mas sem se tornar abusivo e invasivo. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz “Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”

Portanto, visto a importância do controle parental quanto ao uso da tecnologia, e a necessidade da não invasão de privacidade, Nota-se a importância do sistema midiático se mobilizar e produzir campanhas, feitas por profissionais, que visem a conscientização do monitoramento saudável dos menores. Para que seja possível diminuir os crimes virtuais contra as crianças e tornar o meio digital leve e sadio. É necessário também que sejam feitos projetos para aumentar as penas de crimes cibernéticos, a fim de amedontrar os criminosos e os punir mais por tais maldades.