Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 05/08/2021

A globalização disseminou um amplo acesso às tecnologias - como computadores, celulares e internet -, até mesmo para crianças. Porém, esse fácil alcance contribuiu com o aumento dos perigos virtuais, o que arrisca a integridade física e mental do menor de idade. Desse modo, diante dessa preocupante conjuntura, o controle parental é a melhor alternativa, a fim de preservar a segurança e a privacidade do filho.

Em primeiro plano, é necessário retratar esses riscos frequentes. Nesse contexto, em 2017, o jogo online “Baleia Azul” - baseado em desafios que direcionavam o jogador, menor de idade, ao suicídio - alarmou o país quanto a segurança no âmbito tecnológico. Além dessa inaceitável “brincadeira”, temas como pedofilia e conteúdos impróprios (pornografia e violência, por  exemplo) preocupam os pais, que veêm os filhos cada vez mais inseridos no meio virtual. Assim, é indispensável uma maior fiscalização do uso da internet e de aparelhos eletrônicos pelas crianças.

Ademais, vale retratar os benefícios da supervisão dos pais quanto a utilização dessas tecnologias. Sob essa ótica, assim como diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever do Estado e dos responsáveis legais garantir a infância e crescimento saudáveis do menor. Por isso, acompanhar os acessos aos games e sites que possam ser de teor suspeito é assegurar um direto constitucional do menor, proporcionando que desfrute das modernidades de modo ideal. Logo, haja vista os perigos virtuais e, dessa forma, a necessidade de uma vigilância, urgem soluções para melhorar essa séria temática.

Isto posto, visando assegurar um controle parental eficiente que mantenha a proteção e a privatividade das crianças quanto ao acesso às tecnologias, cabe aos pais mostrar aos filhos como usá-las corretamente. Tal prática pode ser feita por meio de diálogos que apontem sites confiáveis, como se proteger na internet e os tipos de conteúdos que devem ser evitados. Desse modo, os jovens poderão usufruir dos benefícios da globalização de forma a manter seu direito constitucional.