Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 28/10/2021
A série “O clube das babás”, da Netflix, apresenta, em um dos capítulos, a história de várias garotas que utilizam o celular com frequência. De maneira análoga, na contemporaneidade, é nítido o controle parental quanto ao uso da tecnologia. Nesse contexto, destaca-se a falta de impunidade familiar e a ausência dos parentes na residência como fatores que agravam a situação.
Diante desse cenário, é válido ressaltar a falta da impunidade familiar como um dos motivadores do problema. De acordo com a Organização dos Advogados do Brasil, 320 crianças são abusadas por dia e esse número representa 70% dos casos que envolvem abuso no país. Concorrente a esses dados, uma das ferramentas que facilitam esse abuso é a internet, em que coloca em foco o índice de crianças que já são usuários da internet que são 85%. Desse modo é nítido perceber que a porcentagem de usuários em relação às crianças, está muito grande e assim fica vulneráveis a qualquer exibição.
Além disso, a ausência dos parentes na residência apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com Coelho Neto, “É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. ”. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que o número pela procura por babás aumentou 246%, o que, consequentemente, leva ao afastamento do vínculo familiar. Logo, tudo isso retarda o combate para a perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, a necessidade da mitigação dos entraves em prol do controle parental quanto ao uso da tecnologia. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar as restrições ao uso da internet para crianças e por meio de palestras ministradas por profissionais da educação, com o objetivo de melhorar como porcentagens no próximo ano. Dessa forma, podemos ter uma sociedade melhor.