Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 28/10/2021

No filme “Rapunzel”, a bruxa aprisionava a personagem principal na torre, alegando ser a mãe da moça, com a intenção de protegê-la dos perigos do mundo. De maneira análoga à ficção, famílias, no século XXI, utilizam de controles parentais, para monitorar o uso da internet, e seus desdobramentos, pelos seus filhos. Assim, cabe, a partir desse contexto, analisar o lado positivo e o negativo de tal vigilância para que seja possível propostas formulares para amenizar suas consequências.

Inicialmente, pontua-se, a prevenção de crimes cibernéticos, como o principal aspecto positivo da vigilância parental tecnológica. Isso porque, a modernidade da era digital, possibilitou o maior acesso de crianças nesses meios, e isso, atrelado aos criminosos com disponibilidade de internet, fomentaram abusos sexuais, por meio da interação, destes, com os menores. Logo, analisa-se a obrigatoriedade que os parentes mais próximos têm de visualizar, de forma parcial, o contato com a tecnologia dos jovens. Assim, Parafraseando Gandhi, ao dizer que o futuro depende do que é feito no presente, nota-se que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Ressalta-se, ainda, como o excesso de controle, sobre a tecnologia utilizada pelos jovens, pode influenciar negativamente a privacidade desse indivíduo. Visto que essa tese seja um direito a todos os cidadãos, a falta de seu cumprimento, além de crime, é prejudicial ao próprio usuário. Tal questão, de acordo com os princípios de Maquiavel, em que, “Os fins justificam os meios”, podem ser tratadas como uma consequência da observação feita. Contudo, é necessário a vistoria de forma moderada, a fim de evitar traumas psicológicos pré-adolescentes.

Compreende-se, portanto, a necessidade de fiscalização equilibrada das redes sociais dos jovens para evitar possíveis delitos. Assim, cabe a mídia, por ser responsável pela distribuição de informações, alertar como famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento, bem como da falta de tal atitude, por meio de documentários e entrada que mostrem esses dois lados, como forma de promoção de debates. Isso, atrelada a família, com função de orientar, que tem a responsabilidade de monitorar, pelo menos uma vez por semana, até que a criança tenha consciência dos riscos, utilizando, além disso, a conversa como forma de prevenção, sempre respeitando os limites do supervisãoamento, para que, diferentemente dos filmes, os jovens têm sua segurança e privacidade zelada, ao mesmo tempo.