Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 08/11/2021
No documentário inglês “Privacidade Hackeada” é relatado como as grandes empresas de propaganda e publicidade utilizaram de seus recursos para interferirem na eleição norte-americana em 2016, usando do controle da opinião das massas nas redes socias. Nesse mesmo cenário, o que se observa no Brasil contemporâneo é semelhante a essa perseguição virtual, haja vista o controle tecnológico dos pais em relação aos filhos, uma vez que estes ficam expostos à criminosos, o que apresenta más consequências. Logo, é fulcral entender essa problemática.
Em primeiro plano, a facilidade da comunicação na internet é prejudicial para crianças. Nesse viés, durante o século XVIII, com a descoberta da energia, houve o desenvolvimento de máquinas que revolucionaram o mundo como um todo, com o destaque para o surgimento e popularização das tecnologias da informação, ou seja, o fácil acesso à esses meios faz com que os menores de idade estejam cada vez mais presentes no universo digital e, por conseguinte, desperta nos criminosos a criação de interação com os jovens que, se não possuírem a fiscalização dos responsáveis, estão mais predispostos a caírem em golpes virtuais ao compartilharem dados pessoais. Assim, é importante a presença de adultos no uso digital das crianças.
Outrossim, a falta de atenção dos adultos com o uso das tecnologias por crianças apresenta malefícios. Sob esse ponto de vista, o empresário Steve Jobs afirma que a tecnologia é o que move o mundo, em outras palavras, tudo e todos estão interligados por essas máquinas e, cada vez mais, os jovens estão participando dessa rede de informações. No entanto, aquelas menores que não são acompanhados pelos pais durante sua navegação na internet deparam-se com situações constrangedoras -como o livre acesso à pornografia, por exemplo- e, em alguns casos, os criminosos utilizam da falta de experiência desses indivíduos para obter fotos destes e vender no mercado de pedofilia. Desse modo, esse infeliz problema não pode persistir no futuro.
Portanto, é necessária a criação de medidas para contornar essa situação no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Comunicação, e por meio de cotas governamentais, a criação de campanhas publicitárias - que serão transmitidas nas televisões-que informem aos adultos acerca dos perigos do uso das redes socias por menores e como os criminosos aplicam seus golpes nas crianças, com a finalidade de prepara os adultos para a proteção da inocência e da vida das crianças brasileiras. Dessa maneira, manipulações em massas como as que ocorreram nos Estados Unidos não se repetirão no Brasil.