Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 20/11/2021
Muito se tem discutido frequentemente, acerca do controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças.
A Internet pode ser um ótimo local para aprender, se divertir, bater papo com os amigos da escola ou simplesmente aprender, relaxar e explorar. No entanto, assim como na vida real, a internet pode ser perigosa para as crianças, pois estão vulneráveis, nunca se sabe com quem está conversando ou jogando do outro lado da tela. Com isso, os pais devem vigiar e ter acesso à navegação dos filhos na internet, estabelecendo regras e horários para o uso.
Em um episódio da série britânica “Black Mirror” evidencia-se o uso de um dispositivo - denominado Arkangel - no qual é injetado no cérebro de uma menina (ainda criança) que permite aos pais ver todas as suas ações, assim tendo um controle maior sobre cada passo da mesma, porém, a trama não acaba como desejado, ocasionando um trauma irreversível na vida dessa personagem principal. Fora da ficção, é fato que o controle parental quanto ao uso da tecnologia tem suas contradições: a exposição excessiva dos filhos sem a fiscalização necessária dos pais pode abrir possibilidades para abusadores, além de que, para crianças, a conduta dos adultos para prevenir males - como casos de pedofilia - podem agravar ainda mais o conceito de como usar a internet.
Em meio a esse assunto, os riscos que a Internet oferece são reais. Como exemplo, a pedofilia infantil possui um aliado, a vantagem que as redes sociais dão de criar perfis fakes. Nessa perspectiva, inúmeros pedófilos criam contas para atrair crianças, mentindo a idade e manipulando os menores a enviarem fotos das partes íntimas, o que movimenta o mercado da pornografia infantil. Diante de tantos casos vistos na mídia de meninos e meninas que caem nas armadilhas dos criminosos, muitos pais ficam receosos para liberar o uso total das tecnologias aos filhos, na intenção de protegê-los de eventuais situações. Todavia, alguns são extremos, como aqueles que utilizam aplicativos que gravam a tela do celular, como o mSpy, o que acaba afetando a privacidade dos pequenos.
Devido a isso, limites devem ser impostos a criança. A restrição de determinados sites, por exemplo, é uma medida eficiente para restringir o acesso a conteúdos indesejados. No entanto, instruções sobre a maneira correta de se comportar na internet deve ser prioridade. Ademais, o Governo Federal deve conscientizar a população através de palestras educacionais alertando os possíveis danos ao mau uso da tecnologia por menores, e orientar a importância da fiscalização remediada realizada pelos responsáveis, para que situações como no longa-metragem não sejam replicadas.