Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 13/06/2022
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, anomia significa o mau funcionamento de algum reino moral, ou seja, um problema que dada sociedade enfrenta. De maneira análoga, percebe-se que o uso excessivo de telas na infância, se tornou uma anomia no corpo social do Brasil. Isso se dá, pela falta de controle, seja dos familiares, como também dos governantes.
Conforme William James, “o homem pode alterar a sua vida mudando a sua atitude mental” . Nessa perspectiva, sem a devida consciência intelectual, a carência do poder dos familiares em relação ao uso de eletrônicos pelas crianças, influencia arduamente no processo de desenvolvimento de tais. Isso ocorre pelo fato de majoritariamente dos adultos trabalharem em atividades nas quais demandam muito tempo, sendo assim, o público infantil é tomado e repleto de tecnologias.
Ademais, outro fator que corrobora a anomia de Durkheim, é a negligência governamental. Isso influi na problemática vivenciada em tempos de tecnologia, pelo fato de que faltam alertas e ensinamentos para a ampla população, pois é notório que o acesso aos prejuízos causados, como atrasos físicos e mentais, podem mudar certas atitudes da sociedade brasileira. Assim, em razão de ser um fato frequente habitual, sociedade inserida nesse panorama tende a estereotipar a problemática como um evento normal.
Portanto, é evidente que o Ministério da Saúde quanto instância máxima dos aspectos que visam o bem da população, promova a ampliação dos debates sobre o uso excessivo de telas na infância. Essa ação pode ser realizada por meio de palestras, simpósios e eventos escolares para os responsáveis das crianças, nas quais incluam especialistas no assunto para auxiliar nas discussões e deixar explícito as consequências de um manejo demasiado de eletrônicos pelas crianças, a fim de minimizar esse empecilho no corpo social brasileiro.