Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 13/07/2022

O direito de escolha, defendido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, as-sim como a intimidade da criança e do adolescente, deve ser preservada, sendo de-ver da família não ultrapassar os limites da vida particular. No entanto, em relação ao uso da tecnologia e conhecendo os perigos que cercam os menores na internet, discute-se a pauta do controle parental ao acesso de seus filhos às redes socias, haja vista que essa atitude ocorre devido aos riscos que eles correm no ambiente e pela influência que essas tecnologias têm sobre os pequenos.

Em primeiro lugar, à respeito do desconhecimento das ameaças que circulam nas redes digitais por parte dos mais novos, pode-se citar os ataques de pedofilia virtual. Nesse viés, a Terceira Revolução Industrial, trouxe, além inovações no meio tecnológico e de comunicação, alguns problemas, como seu uso por adultos de má índole, que se aproveitam da ingenuidade de crianças e adolescentes, enganando-as e cometendo crimes, como a pornografia infantil -expondo fotos das vítimas on-line-. Consequentemente, os familiares preocuparam-se e buscaram maneiras de protegerem seus filhos, o que levou ao maior controle dos acessos infantojuvenis.

Ademais, as redes sociais atuam como janelas de conhecimento, mas também são influenciadoras de muitas atitudes que não se encaixariam numa boa conduta, como violência e cyberbullying. Nessa ocasião, o controle parental se aplica às emo -ções e ao comportamento em sociedade que a criança/adolescente desenvolveria a partir do momento que tivesse acesso à esses filmes/desenhos. Desse modo, quando não há diálogo familiar, visando uma explicação correta à criança, os filhos podem apresentar irritabilidade frente à situação, por mais que esta procure ga-rantir uma infância mais leve e menos dependente da tecnologia.

Portanto, faz-se necessário ações para conter os perigos nas redes sociais e ide-ias que ajudem na convivência familiar. Para tanto, os pais, por meio de pesquisas- sobre comportamento e criação infantil em livros de ajuda-, ou até por meio de pscicólogos que auxiliem no relacionamento com a criança ou adolescente, achem alternativas para cuidarem de suas crianças presencial e virtualmente, sem invadir sua privacidade, a fim de que elas estejam seguras, bem orientadas sobre os peri-gos e felizes. Assim, a tecnologia deixará de prejudicar os pequenos.