Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 12/07/2022

O controle parental, diferente da ideia de muitos, não surgiu no contexto virtual. A partir da década de 70, as preocupações relacionadas às faixas etárias expandiram-se, de modo que revistas, CDs e DVDs apresentassem capas com esse controle, mostrando que, desde cedo houve preocupações relacionadas à condução de conteúdos. Entretanto,o ludíbrio de faixas etárias tornou-se comum, pedindo intervenções responsáveis para a educação da criança.

A internet, no decorrer do tempo, teve a popularização do seu uso, virando um mundo completamente sem filtros. Dessa forma, por não ter bloqueios sobre conteúdos, as crianças ficam totalmente expostas aos perigos virtuais. Segundo uma pesquisa do site “IntelBras”, cerca de 80% das crianças não possuem nenhuma supervisão responsável, o que é extremamente preocupante, levando a concluir que a internet acaba fazendo o papel de criação que os responsáveis deveriam assumir.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a intervenção responsável precisa de um limite, pois se usada erroneamente, ao invés de proteger, o responsável invadirá. O controle parental é, de fato, importante para a criação do caráter de uma criança, contudo, principalmente os adolescentes precisam de privacidade em relação a determinados assuntos, por estarem em um processo de autoconhecimento. Sendo assim, o responsável precisa reconhecer seus limites em relação ao controle que possui, para que exista uma relação saudável entre ambos.

É relevante mencionar que, atualmente, a internet proporciona uma visão ampla de tudo, apresentando vantagens e malefícios. Pensando assim, diversas medidas já foram tomadas em relação ao uso infantil desse meio: empresas influentes, como Google, Android e Apple criaram apps e configurações em seus dispositivos e sites que permitem que os pais responsáveis supervisionem de longe o que seus filhos estão fazendo, vendo e até onde estão durante o uso da internet, além de criar barreiras para conteúdos impróprios para a faixa etária, avisando imediatamente ao responsável, a fim de avisá-lo sobre o que está acontecendo. De tal modo, o que resta à sociedade é a divulgação, além de, obviamente, o bom senso.